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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Gustavo Tanaka - "7 Dicas pra deixar a vida mais fácil E deixar 2016 mais fácil que 2015" - 02/01/2016



Eu sempre achei viver um negócio muito difícil.

Primeiro eu tentei seguir o que as pessoas me diziam que era o certo. Segui o caminho da sociedade. Aquela história que você já deve conhecer. Estudar bastante, tirar boas notas, entrar numa boa faculdade, conseguir um bom emprego, ganhar um bom dinheiro e ser feliz. Mas eu vi que não era bem assim.


Depois eu comecei a achar que era possível descobrir quais eram as regras desse jogo. E tão logo descobrisse, a vida ficaria fácil. Mas por mais que lia e buscava, parecia que não era possível descobrir essa combinação secreta. Então eu desisti de tentar entender. Mas mais que isso. Eu desisti de tentar controlar a minha vida. Eu aceitei que não tenho controle de nada. E a vida foi, curiosamente, ficando mais fácil.


Aí eu fui fazendo algumas coisas que iam contra tudo o que eu havia aprendido. E elas foram deixando a vida mais fácil. Compartilho aqui com vocês.


1 - Confiar nas pessoas


Dá muito mais trabalho desconfiar que confiar. Confiar é muito simples. É muito fácil. É só acreditar na palavra das pessoas. É não conferir o troco. Não pensar que alguém pode te roubar ou te passar a perna o tempo todo. Eu comecei a confiar cada vez mais. E pude ver quanto de energia me sobrava. Desconfiar dos outros é um desperdício de energia.


2 - Aceitar o que te oferecem


Quando alguém te oferecer uma ajuda, aceite. Quando alguém te der algum presente, aceite. Coloque o aceitar como comportamento padrão. Eu gosto de pensar que as coisas que recebo são obras do universo me retribuindo pelo que faço a outras pessoas. Então eu sou merecedor de todas elas. Tem gente que recusa tudo, não aceita nada e quer ser independente em tudo. Eu acho que não somos seres independentes. Somos interdependentes e não é demérito nenhum precisar de outras pessoas. Loucura é achar que é possível passar por essa jornada sozinho.


3 - Não ter medo de perder dinheiro


A mesma energia que você gasta para abrir mão do dinheiro é a que cria a resistência para o dinheiro vir até você. Eu entendi que dinheiro é apenas energia em circulação. Então, quanto mais livremente eu deixar circular, mais facilmente vai vir. Quando me libertei do medo de perder dinheiro, minha vida ficou mais fácil, porque isso é uma das coisas que mais ocupam a nossa mente. Tudo bem que eu tive que perder tudo o que tinha para aprender isso. Mas você não precisa. É só começar a mudar mentalidade e ir se libertando aos poucos.


4 - Não estabelecer metas


Eu sei que tem gente que vai ficar maluco com esse tópico. Mas estabelecer metas sempre deixou minha vida mais difícil. Quando você estabelece uma meta, você acha que é obrigado a cumprir. E quando você é obrigado a cumprir algo que você mesmo determinou, é como se você mesmo estivesse se escravizando. Você passa a ser um escravo de si mesmo. Não ter metas me faz acompanhar o fluxo. Nem sempre as coisas saem como eu quero e no momento em que eu quero. Eu aprendi a respeitar isso.


5 - Não tentar agradar os outros


Eu sempre me importei muito com a opinião dos outros. Era uma constante na minha vida. Às vezes inconscientemente, outras vezes intencionalmente. Mas o que as pessoas iam pensar de mim sempre passava pela minha cabeça. Obviamente que isso ocupava um espaço gigantesco na minha mente e me causava um desperdício de energia. Hoje eu não penso no que os outros vão dizer. O que os outros pensam de mim é problema deles e não é da minha conta.


“Mas e se alguém ficar chateado ou triste com o que você fizer”?


Eu penso que se a pessoa se sentir mal com algo que eu fizer, é porque ela te assuntos que precisa resolver com ela mesma.


E como estou consciente das minhas ações, eu sei que nunca quero o mal a ninguém. Então se uma pessoa se chatear comigo, eu me sinto tranquilo por saber que não tive a intenção e por isso, não preciso me martirizar, nem me sentir mal.


6 - Abrir mão de ter razão


Esse é um dos maiores motivos de discórdia entra as pessoas. Felizmente eu aprendi cedo a lidar com isso. Logo que comecei a trabalhar, um antigo chefe me pegou numa discussão no trabalho porque eu insistia na minha opinião. Ele me disse:


“você quer ser feliz ou quer ter razão?”


Como eu sempre quis ser feliz, eu desisti de ter razão em tudo. Nem sempre as pessoas vão concordar comigo. E eu nem quero que elas concordem. Se tudo mundo pensasse igual, o mundo seria muito chato.


7 - Não se arrepender de nada


Nada acontece por acaso. Tudo acontece como tem que acontecer. E se aconteceu desse jeito, é porque tinha que ser assim. Eu me arrependia de tudo que fazia. Sempre saia com a impressão de que poderia ter feito melhor, ou de outra maneira. E isso me consumia MUITO.


Ficar se lamentando do que você já fez é a formula para a infelicidade.


Quando eu parei de me arrepender e aceitei que tudo acontece por um motivo que eu talvez desconheça, minha vida mudou. Eu parei de viver no passado. E me sobra mais tempo pra viver no presente. O que é muito mais legal, por sinal.

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Como eu sempre digo, não tomem isso como verdade. Não são leis universais e nem uma fórmula para o sucesso, para a felicidade ou muito menos para a longevidade.

São apenas coisas que eu observei na minha vida e eu estou compartilhando aqui pra talvez ajudar aqueles que estão achando a vida muito difícil.

Gustavo Tanaka 


Autor: Gustavo Tanaka 
Autor do Livro "11 Dias de Despertar"

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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Gustavo Tanaka - "O que aprendi sobre a vida, nas sorveterias" - 06/12/2015



Sorveterias sempre foram um tormento pra mim.

Nada relacionado à dieta ou alimentação saudável. Nada disso. Por um motivo muito mais simples: Eu sempre tive dificuldade em fazer escolhas.


E as sorveterias são uma espécie de vestibular das escolhas. Eu sempre sentia que estava sendo colocado contra a parede.


São muitas opções. Muitos sabores. Muitas cores. Muitos sabores deliciosos. Alguns mais doces. Outros mais cítricos. Muitas coberturas. Muitos acompanhamentos.


Eu invejo as pessoas que entram na sorveteria e pedem apenas sorvete de chocolate. Ponto. Sem cobertura, sem outro sabor. Sem misturar nada.


Quando entrava numa sorveteria, meu cérebro entrava em parafuso. Eu queria poder saborear todos. Mas ao mesmo tempo, era biologicamente impossível, meu corpo não aguentaria. Eu também tinha recursos financeiros limitados, então tinha que escolher bem para não me arrepender.


E o medo de me arrepender me fazia pensar muito. “Mas se eu pegar esse, vou me arrepender de não ter pego o outro”.


Resultado: eu sempre me arrependia.


Resultado #2: sempre saia com a impressão de que a experiência podia ter sido melhor.


Então eu parei de pensar em todas as possibilidades. Parei de tentar fazer a escolha perfeita.


Hoje eu tento nem olhar todas as possibilidades. Eu vejo a primeira que me dá vontade e paro de analisar. Confio que não foi por acaso que pensei nela como primeira opção.


Faço a mesma coisa nos restaurantes ao olhar o cardápio.


Minha vida ficou mais simples e eu parei de gastar energia com escolhas.


E o que isso tem a ver com a vida? Tem tudo a ver. A vida é a maior sorveteria do mundo. É o campo de infinitas possibilidades.


Você pode passar sua vida inteira tentando descobrir qual é o sorvete ideal para você. Pode fazer milhões de análises para minimizar o erro da escolha errada. Pode fazer vivências e processos de auto conhecimento para descobrir qual tipo de sorvete você nasceu para saborear.


E se você pensar demais, quando você comprar o seu, vai se arrepender. Sempre é possível ter uma escolha melhor. Isso vale para trabalho, casa, relacionamento, compras, livros, produtos, dieta, eventos, viagens.


Fique bem com as suas escolhas. Cada escolha é apenas uma escolha.


Não existe o sorvete perfeito feito para você. Não existe a escolha perfeita.


No fim das contas o que vale é conseguir saborear bem o que escolheu.


Gustavo Tanaka


Autor: Gustavo Tanaka 
Autor do Livro "11 Dias de Despertar"

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sábado, 5 de dezembro de 2015

Gustavo Tanaka - "O que aprendi sobre dar e receber e como isso me ajudou a viver em equilíbrio"



Ontem eu tive tive a honra de fazer uma palestra no TEDx São Paulo. Falei sobre algo de grandioso acontecendo na minha vida e no mundo.

6 meses atrás eu estava no momento mais difícil da minha vida. Sem dinheiro e cheio de dívidas. E hoje tenho realizado todos os sonhos que sempre sonhei.


Eu tenho aprendido tanto com essa diferença e hoje gostaria de compartilhar o que aprendi sobre dar e receber.


Você já deve ter ouvido isso: “quanto mais você dá, mais você recebe”. Ou então, “faça com os outros o que gostaria que fizessem com você”.


Mas sejamos sinceros. É muito difícil aplicar isso no dia a dia e quase ninguém faz.


Eu não sei exatamente porque isso é tão difícil, mas tenho um palpite. Acho que é porque fomos preparados a vida toda para fazer o contrário. Desde a escola nós aprendemos a competir, a fazer o nosso e não se preocupar com o outro.


Exemplo: Já viu alguma escola estimular o bom aluno a passar cola e ajudar o que não está preparado pra prova? Claro que não. A mentalidade é do cada um por si. Eu estudei e estou preparado e o outro que não estudou e isso é problema dele. Será que ele não estudou porque simplesmente é um vagabundo? Ou será que ele está com problemas em casa? Ou será que aquela matéria simplesmente não entra na cabeça dele? Mas vou guardar essa reflexão pra outro texto.


Vou compartilhar aqui o que tenho aprendido nesses meses sobre dar e receber.

1 - Créditos e débitos

Quando você contribui, você ganha créditos. Quando você prejudica alguém, você contrai débitos.

Quanto mais gente você ajuda, mais créditos você ganha. Quanto mais pessoas você prejudica, mais débitos você contrai.


Simples assim.

2 - Sistema em equilíbrio

O sistema vai sempre tentar se manter equilibrado. Se você contribui muito, vai começar a receber muito para que tenha menos crédito e haja esse equilíbrio.

Se você prejudica muito os outros, provavelmente não vai conseguir ganhar de volta quase nada.

3 - Você deve pedir ajuda

Pedir ajuda não é feio. Pedir ajuda não é sinônimo de fraqueza. Pedir ajuda é jogar sua intenção para que pessoas que podem colaborar com você possam aparecer.

Quando você não pede, você mostra que não está aberto a ajuda.


E aí o resultado é que ninguém parece se importar com você.

4 - Aceite o que lhe oferecem

Tem muita gente que recusa tudo que lhes é oferecido.

“Quer ajuda?” Não, ta tudo bem.


“Aceita um pedaço de bolo?” Não obrigado, estou bem


“Quer conversar sobre isso?” Não, ta tudo certo, obrigado.


“Deixa que eu pago essa” De maneira alguma, me sinto ofendido com isso.


“Eu faço isso pra você sem custo algum” Imagina! Jamais! Eu pago por tudo!


Eu era assim. Recusava tudo. Achava que estava atrapalhando as pessoas.


Mas hoje eu entendo que não é bem assim. Se as pessoas querem me ajudar, eu aceito e me sinto muito grato por tudo isso.


Penso que pode ser o universo retribuindo algo que fiz a outra pessoa.

5 - O que você recebe de volta não vem da mesma pessoa

Vamos supor que você ajudou um amigo. Você imagina que o “que vai, volta” e “tudo que você dá, você recebe”, certo? Então você espera esse amigo retribuir e ele não te ajuda em nada. Você se decepciona. Com seu amigo e com essa lei de dar e receber.

Mas aqui entra a chave. Você não recebe necessariamente pela mesma via. Você pode ajudar de um lado e receber de outro. É como se fosse um bumerangue. Você lança ele pra direita e ele volta pela esquerda.

6 - Deixar o tempo atuar

Eu gosto muito de uma frase que diz que “paciência é o intervalo entre semente e flor”. Tudo na natureza leva tempo. E isso se aplica a esse equilíbrio entre dar e receber.

Confie na natureza e no equilíbrio. O que você tem feito para ajudar, vai voltar para você (se você estiver aberto).

7 - Deixar o campo aberto

Você não sabe como vai voltar. Você não sabe o que vai receber de volta. Por isso, não pode esperar que venha do jeito que você contribuiu.

Exemplo pra facilitar o entendimento: Você emprestou mil reais para um amigo. Provavelmente ninguém vai aparecer hoje pra você e te dar mil reais pra manter o equilíbrio. Mas talvez alguém te convide para um evento, ou te indique para um cliente, ou você faça novos amigos. Quanto valem esses ganhos? Talvez valham muito mais que os mil reais.


Portanto, esteja aberto ao que pode vir. Não se feche esperando apenas os mil reais de volta.


O que quer dizer estar aberto?


Se alguém te convidar, vá. Se alguém de indicar, ligue. Se alguém te sugerir uma leitura, leia. Se alguém te chamar, escute. Se alguém te der uma dica, vá atrás dessa dica. O seu tesouro pode estar escondido atrás dessas oportunidades. Se você recusa tudo e acha que é auto-suficiente, não vai dar espaço pra essas oportunidades acontecerem.


Sair de casa também é estar aberto. Ninguém vai tocar sua campainha hoje.

8 - Aceite que você não sabe tudo

É normal que a gente comece a achar que já entendeu como tudo funciona e aí a gente fica muito independente.

Em algum momento a vida vai te dar uma rasteira e te mostrar que você não sabe nada.


Talvez aconteçam coisas ruins e você receba notícias inesperadas. Você vai sentir raiva, achar que o mundo é injusto e que não faz sentido.


Devemos aceitar que não sabemos nada. A gente é muito, mas muito pequeno perto de tudo o que existe. Se você tentar entender tudo, é provável que acabe frustrado.


Às vezes tudo o que nos resta é aceitar o que aconteceu, não tentar entender e confiar que existe sabedoria por trás daquilo que não entendemos.

9 - Gratidão

Sentir gratidão não é um blablabla. Gratidão é um sentimento poderosíssimo. Eu sinto que é como um ímã que me faz atrair coisas boas. Quanto mais grato me sinto, mas coisas boas parecem acontecer.

Quem me acompanha deve ver que uso mais “gratidão” que “obrigado”. Eu faço isso porque sinto que com um “obrigado” eu não consigo explicar o que sinto. Com “gratidão” sim.


Eu fui pesquisar a origem da palavra “obrigado” e vi que vem de “fico-lhe obrigado a…”. Então é como se eu tivesse contraindo uma dívida. Já gratidão é um sentimento. Cada vez que falo gratidão, sinto minha frequência se elevar. Então é por isso que uso mais.


Eu tenho observado esses fenômenos na minha vida ultimamente e vejo eles acontecerem o tempo todo comigo e com pessoas que conheço.

Eu não tenho a pretensão de dizer que é uma fórmula para receber tudo o que você deseja do mundo. E nem tenho a pretensão de dizer que são leis que eu descobri. Na real, nem sei se elas existem e se funcionam assim mesmo.


São apenas as coisas que tenho aprendido e achei que você pudesse querer observar também. :)


Autor: Gustavo Tanaka 
Autor do Livro "11 Dias de Despertar"

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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Gustavo Tanaka - "Quem disse que a gente precisa concordar?"



Eu vejo o mundo de um jeito. E você de outro. E tudo bem assim. Quem disse que a gente precisa concordar?

Eu vejo cada vez mais pessoas discutindo como se existisse uma única verdade. Como se apenas um ponto de vista fizesse sentido. E se os dois fizerem sentido?


De onde surgiu essa ideia de que precisamos todos chegar a um ponto de vista único que fosse consensual. Acho que nunca vai ser. E essa é a graça da vida. Se fôssemos todos iguais, tudo isso até meio chato.


Eu tenho compartilhado a minha visão do mundo. Tenho compartilhado as minhas ideias e muita gente tem me escrito, dizendo que enxerga o mundo do mesmo jeito.


Isso é legal. Eu fico feliz e me dá força para seguir compartilhando o que acredito. Mas quanto mais pessoas me apoiam, mais pessoas me criticam. E eu acho isso perfeitamente normal.


Eu confesso que ainda fico um pouco chateado quando recebo alguma crítica de gente querendo provar que eu estou errado. Mas é só na hora. Logo passa. Eu entendo que não precisamos todos concordar um com o outro.


Mas para quem não concorda comigo, eu peço uma coisa. Não tente provar que eu estou errado. Não tente encontrar falhas nos meus argumentos para desconstruir a minha opinião.


Certamente existem falhas. E talvez eu esteja de fato errado. Mas me deixe viver tranquilamente com o que eu acredito. Não estou fazendo mal a ninguém vendo o mundo do meu jeito. E sei que você também não está. No final, todos queremos a mesma coisa. Todos queremos viver uma vida boa e viver num mundo justo, livre e abundante.


Então, me deixe tentar implementar as ideias que acredito. Não precisa ficar dizendo que vai dar errado antes de eu tentar. Afinal de contas, o que é dar errado? O que é estar errado? Não existe A VERDADE. Existe apenas o que você acredita.


O ser humano é muito complexo. Eu já escrevi isso antes. Cada ser é um universo inteiro com milhões de variáveis.


E nossa compreensão é extremamente limitada para sabermos o que se passa na cabeça e no coração do outro.


Se eu usar um óculos com lentes amarelas, e você com lentes vermelhas, é certo que eu veja o mundo amarelo e você o mundo vermelho. E não há nada que eu possa fazer para você enxergar o mundo amarelo. Na real, quem disse que o mundo tem que ser amarelo?


Eu gosto do mundo assim. Diferente. Com pessoas diferentes. Com pontos de vista diferentes.


Se todo mundo pensasse igual, o mundo seria muito chato.


Quem disse que a gente precisa concordar?


Autor: Gustavo Tanaka 

Autor do Livro "11 Dias de Despertar"

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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Gustavo Tanaka - "A vida não é um campeonato, apesar de vivermos como se fosse"



Por que será que vivemos como se estivéssemos cercados de inimigos e adversários?

Eu vejo a forma como nos organizamos como sociedade e penso que tem algo de muito errado.

Todos os dias as pessoas estão competindo ou se protegendo.

Você sai na rua e as pessoas estão competindo para ver quem chega mais rápido ao seu destino, quem entra no metrô antes, quem sobe as escadas mais rapidamente.

Você acessa o seu facebook e instagram e as pessoas estão competindo para ver quem teve o final de semana mais incrível, quem preparou o prato mais saudável ou quem tem o filho mais bonito.

Pior que competir, acho que estamos todos os dias tentando nos proteger do inimigo. Saímos de casa e estamos assustados. Uma pessoa vem conversar com você na rua e você se assusta. O seu celular toca com um número diferente e você se incomoda. Você recebe uma proposta ou oportunidade e pensa que pode ser golpe.

De onde veio tudo isso? Por que nos separamos tanto?

Eu não tenho uma resposta, mas acredito que esteja relacionada a noção de escassez que temos. Vivemos com essa ideia de que não existe o suficiente para todo mundo. E se não existe o suficiente para todo mundo, precisamos garantir o nosso, nos proteger, estocar.

Fomos educados desde criança a essa mentalidade.

Não existe vaga na faculdade para todo mundo. Então preciso ser melhor que os outros para garantir a minha.

Não existe trabalho para todo mundo, então preciso me preparar para ser melhor que os outros.

Não existe espaço para empresas no mesmo segmento, então precisamos competir.

Não existe espaço no ônibus para todo mundo, então preciso sair cedo.

Não existe espaço nas ruas par meu carro e o seu. Então preciso sair antes.

Olhe para tudo isso.

Agora faz sentido.

É por isso que vivemos num campeonato. A todo minuto estamos competindo por alguma coisa.

Mas e se a gente passasse a pensar diferente? E se a gente invertesse a lógica?

Ao invés de garantir o meu, já que não há o suficiente, por que não nos juntamos para criar o suficiente?

Ao invés de competirmos pelas vagas nas poucas escolas e universidades, por que não nos juntamos para criar mais escolas e universidades?

Ao invés de competirmos pelo pouco espaço nas ruas, por que não entramos no mesmo carro, ou rachamos um taxi?

Ao invés de lutarmos pelas poucas vagas de emprego, por que não trabalhamos juntos no mesmo empreendimento?

Ao invés de estocarmos os poucos produtos, por que não nos juntamos para produzir mais e gastar menos?

Parece tudo tão óbvio né? Por que será que a gente não faz isso?

Por que estamos o tempo inteiro nos protegendo. Estamos nos protegendo de um inimigo que não existe. Estamos nos protegendo dos “outros”. Mas você já deve ter ouvido que somos todos um só. Somos parte do todo. Não existem os “outros”.

Estamos nos protegendo de nós mesmos.

Louco isso né? Faz sentido?

Mas e aí? Como quebramos essa corrente?

Baixando a guarda. Derrubando os muros que nos protegem do “outro”.

A gente só consegue cooperar quando confia.

Talvez isso seja difícil e vá contra tudo que você aprendeu.

Talvez você tenha sofrido com gente que te passou a perna, que abusou de você.

Mas é a única saída para mudarmos nossa sociedade. E eu acredito de verdade que é possível. Eu acredito de verdade nas pessoas e que é possível confiar.

Temos que parar de competir para ver quem “chega lá”. Não existe “lá”.

Temos dois caminhos possíveis:

a) Continuar como estamos e vivermos num campeonato.

b) Baixar a guarda e passar a confiar no outro.

Eu não quero que a vida seja um campeonato e escolho o segundo caminho. E você?


Autor: Gustavo Tanaka 

Autor do Livro "11 Dias de Despertar"

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terça-feira, 10 de novembro de 2015

Gustavo Tanaka - "Libertando-se das mentiras que te contaram - Como ser livre no trabalho?"



Em algum momento do passado, alguém inventou que precisávamos criar um padrão comum de trabalho.

Que deveríamos trabalhar por cinco ou seis dias e descansar por um ou dois.

Depois alguém inventou que precisávamos trabalhar oito horas por dia, quarenta horas por semana.

E agora a gente tem que ficar conectado o tempo inteiro e não pode ficar offline se quiser prosperar no mercado de trabalho. Enquanto você está o desconectado, tem um cara conectado e trabalhando, passando por cima de você.

Mais uma vez eu questiono:

Quem inventou tudo isso?

E quem disse que eu preciso concordar?

O normal é viver no piloto automático e fazer as coisas sem questionar nada, afinal de contas, é assim que o mundo funciona e é assim que as coisas são.

Eu nunca aceitei muito bem essas respostas do tipo “é assim mesmo”, “fazer o que”, “todo mundo faz”.

Acho que na minha infância eu ficava mordido por essas respostas, mas confesso que acabei sendo adestrado. Eu mesmo comecei a usar muitas dessas respostas. Especialmente quando queria justificar algo que eu replicava dos outros. Coisas do tipo, “ah, mas todo mundo bebe”, ou “todo mundo tem que trabalhar de segunda-feira”, “todo mundo precisa acordar cedo”, “todo mundo tem que fazer faculdade”.

Quando a frase começa com “todo mundo tem que…”, você deveria parar de escutar, porque provavelmente vem alguma mentira que fizeram você acreditar.

Você é livre. Sempre foi e vai continuar sendo.

Somente precisa se desatar de todos os nós que lhe foram aplicados. De todas as falsas ideias que foram plantadas em você.

Você não precisa fazer nada.

Você somente deve fazer o que você quer. E isso é tudo.

Eu acredito de verdade nisso. E não sou um anarquista. Não quero o caos. Eu acredito na ordem. Mas na ordem natural das coisas.

Eu quero apenas que a gente possa viver um mundo livre.

Onde cada um tenha a possibilidade de ser quem é de verdade.

Quando começo a falar sobre isso, sempre surgem os mesmos questionamentos.

“Se todo mundo só fizer o que quiser, não haverá quem faça o trabalho sujo que ninguém quer fazer, como limpar o banheiro, por exemplo.”

Quando o banheiro começar a ficar sujo, você vai querer que ele fique limpo. Então você vai querer limpar o banheiro.

“Sempre vai ter um que vai fazer mais que os outros e uns que não vão fazer nada.”

Quando mais se evolui num senso de comunidade, mais você tem vontade de fazer para servir o grupo e o todo.

Lembre-se de quando você foi viajar com seus amigos. Sempre tinha alguém que fazia mais e outro que fazia menos. E nem por isso você deixava de fazer a sua parte. Você entrava no trabalha braçal, ajudava na faxina, lavava louça. E ficava tudo bem. Vocês estavam juntos, estavam se divertindo e estavam felizes.

“Se você deixar as pessoas fazerem o que elas quiserem, vai ter gente que só vai ficar na piscina ou no ócio.”

Talvez isso possa acontecer nos primeiros dias. Mas depois de um tempo no ócio, você sente vontade de produzir algo. De contribuir com os outros. De contribuir com o grupo e com a sociedade.

No ócio, é provável que você comece a se escutar mais. E quanto mais você se escuta, mais seu coração fala com você. E ele sempre te orienta naquilo que você deve fazer de mais grandioso.

Você veio com uma missão aqui. Não veio para ficar na piscina o dia inteiro.

Quando você dá espaço, você se lembra.

E quando você se lembra do que veio fazer aqui, sua vida fica muito mais interessante.

E a vida passa a te ajudar. A vida passa a tomar conta de quem está fazendo o que veio fazer aqui.

Nós estamos empreendendo em um modelo que temos chamado de “EMPRESA LIVRE”. Cada um é livre para ser quem é de verdade. Para escolher como quer se envolver, em qual atividade, por quanto tempo e de onde quer trabalhar.

Tem sido uma grande experiência. Um grande desafio com muitos aprendizados, mas que a cada dia me reforça o quanto acredito nesse modelo. A cada dia tenho mais convicção de que o caminho que nossa sociedade seguiu não faz sentido algum. E que talvez, esse sentido contrário que estamos seguindo, possa estar certo.

E tudo isso me dá força para arriscar mais, para explorar mais possibilidades, para questionar mais.

Quanto mais eu questiono, mais eu lembro. E quanto mais eu lembro, mais próximo de mim mesmo eu fico.


Autor: Gustavo Tanaka 

Autor do Livro "11 Dias de Despertar"

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