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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

AS CARACTERÍSTICAS DOS GUERREIROS, PORTADORES E TRABALHADORES DA LUZ E MOSTRADORES DO CAMINHO




GUERREIROS DA LUZ... PORTADORES DA LUZ... TRABALHADORES DA LUZ... MOSTRADORES DO CAMINHO... DE QUEM ESTAMOS FALANDO?
  
Estas são expressões que, de repente, ganharam notoriedade no mundo da web, nos livros, nos filmes, em palestras e congressos...

Mas, primeiramente, o que vem a ser “Luz” senão a lucidez sobre si mesmo e sobre a Criação Divina, a Sabedoria que alia conhecimento e amor incondicional?! Sim, porque conhecimento sem amor é bestialidade, é árido de significado e função.

Seres de Luz, ou seja, que já incorporaram a sua mestria (conhecimento + amor), são abundantes hoje no planeta, com a clara missão de ajudar na manifestação do Plano Divino para a Terra, que é ancorar a nova consciência - de 5ª dimensão – para alavancar a ascensão do corpo planetário (Gaia e sua humanidade) ao roll das dimensões superiores.

São um grupo de seres – encarnados ou não - planetários (da própria Terra), interplanetários, intergalácticos e multidimensionais que se uniram a esse serviço de ancoragem, cura, ensinamento e libertação do corpo planetário de Gaia, em seu momento de transição.

Poderíamos nominá-los apenas “Seres de Luz”, mas a mente humana precisa de rótulos, de referências, para perceber uma realidade. Trata-se de uma ferramenta compartimentada, portanto, para conceber uma ideia ela necessita fragmentar o objeto de sua percepção. E, assim, temos essa gama de denominações para um grupo Uno, com funções diferentes.

Sendo a “harmonia e a funcionalidade” (e não a perfeição) a constante do Universo, para existir a expansão é necessária a harmonização desse grupo em compartimentos de competências específicas. O que equivale dizer que não existem aqui hierarquias verticais de importância, mas tão somente a junção de consciências comprometidas em realizar um trabalho.

Tomemos como exemplo um motor de carro: uma complexa engrenagem de várias peças que somente exercem uma função (fazer o motor funcionar) se unidas, e cada uma em seu lugar específico. Peça alguma é melhor ou mais importante do que a outra... Todas são funcionais e indispensáveis para que o motor funcione.

Essa é a razão - unicamente para a compreensão da mente humana - pela qual esse grupo de Seres lumínicos é designado como Guerreiros da Luz, Portadores da Luz, Trabalhadores da Luz e Mostradores do Caminho. Cada um em sua função, atuando simultaneamente, cria, neste Agora, o milagre da ascensão de um corpo planetário a dimensões de vibração superior.

Baseada nessa compartimentação funcional, vamos dar um breve esclarecimento sobre o trabalho de cada grupo, cujos integrantes são selecionados nos planos sutis para desempenharem funções compatíveis com suas maiores e melhores habilidades:

Guerreiros da Luz: como o próprio conceito da palavra já diz – guerreiros – é um grupo de enfrentamento direto com a escuridão. Sua função primordial é a libertação planetária.

São eles que revelam, que denunciam, que desmascaram, que combatem diretamente os escuros, lhes tirando os sustentáculos; são eles que arriscam sua liberdade de ir e vir, enfrentando processos judiciais forjados com acusações falsas, exílios e prisões injustas; são eles que arriscam suas vidas físicas, bem com a vida de suas famílias; que enfrentam a descrença e o escárnio da humanidade ainda adormecida na ilusão... Para que a ilusão se desvaneça, é necessário tirar-lhe a máscara e mostrar a verdade, ainda que muitos não aceitem ou sequer acreditem.

São seres de frequência “índigo”, ou seja, de muita robustez anímica, muita coragem e muito conscientes de suas missões, para permanecerem firmes na linha do “front” de batalha. São aqueles mais visíveis e mais expostos, portanto, os mais perseguidos e eliminados também. Mas são irredutíveis em seus propósitos.

Apenas citamos alguns exemplos mais conhecidos mundialmente,em nosso momento atual: Gandhi, Nelson Mandela, Martin Luther King, John e Bob Kennedy, David Icke, Steven Geer, Robert Lazar, Julian Assenge, Edward Snoden, Kevin Annett, Chico Mendes, John Lennon, Michael Jackson...

Todos os Guerreiros da Luz estão sob a proteção e mentoria de Arcanjo Miguel e seu exército de anjos de fogo azul.

Portadores da Luz: são aqueles cuja missão é pura e simplesmente ancorar a Luz emanada do Sol Central, neste momento único, em que atravessamos o cinturão de fótons. Sua função no Plano Divino é a ancoragem da Luz no planeta. Para exercerem a sua função, estes necessitam tão somente estarem no planeta e deixarem-se inundar de Luz e emaná-la através de seu coração compassivo e amoroso.

Muitas dessas âncoras estão por aí, sendo chamadas de mendigos, de vagabundos, de sem ambição, de alienados e párias sociais, pois se recusam a estarem inseridos no sistema de controle da matrix...

São seres com frequência predominantemente “cristal”.

Se prestarmos atenção, veremos em seus olhares extrema ternura e compaixão, e nada têm a ver com miséria material. A sua riqueza está em seu interior e no trabalho de ancoragem que abnegadamente exercem.

A grande maioria, simplesmente está inserida no seio das famílias, nas instituições, nas empresas... apenas espargindo Luz à sua volta. São aquelas pessoas comuns, cuja presença é tão benéfica que você não quer sair de perto delas, ou passaria uma noite toda conversando com elas sem se cansar... São como lâmpadas, atraindo mariposas. Elas, simplesmente, SÃO e ESTÃO!

Trabalhadores da Luz: trabalham com a Luz nos processos de ancoragem por meditação, nos processos de cura holística, quântica e espiritual, nas canalizações de cura, nos trabalhos em nível de ação social, cura através da expressão artística de qualidade lumínica, etc. Sua função definida é a cura planetária, em todos os níveis.

Geralmente, carregam em si a frequência “cristal e arco-íris”, pois sua atuação demanda muita compaixão, poder e sabedoria para manipular as energias do universo.

São Seres a quem é aconselhável não se envolverem com o trabalho dos Guerreiros da Luz,  para não estarem vulneráveis a baixarem suas vibrações em contato energético com os escuros, uma vez que sua missão é curar, muitas vezes, através da doação de sua própria energia, como é o caso do passe magnético. Ou, ainda que trabalhem com canalização de energia cósmica, baixarem a vibração significa que parte da energia canalizada seja absorvida por si mesmo, canalizando pouca energia ao paciente sob seus cuidados.

Sempre, nas mensagens de nossos Irmãos mais conscientes da Companhia do Céu, como eu gosto de chamá-los, é recomendado aos Trabalhadores da Luz não se envolverem diretamente nas questões de “combate” à escuridão, não porque quem está no trabalho de combate está errado, mas pelo cuidado de não baixarem suas vibrações, não saírem de seu foco, que é a cura planetária.

Mostradores do Caminho: São as Consciências engajadas no trabalho de esclarecer, orientar, ensinar... São responsáveis por extirpar a ignorância planetária, com relação às leis cósmicas e às verdades divinas.

Eles estão aí, escrevendo livros, administrando sites e blogs, canalizando mensagens de seus mentores e dos Seres celestiais e galácticos de Luz, ministrando cursos, proferindo palestras, unindo pessoas para se instruírem em congressos, encontros, simpósios, workshops, viagens espirituais... Percorrem o mundo todo, levando sua palavra, seu conhecimento e sua sabedoria aos que ainda lutam contra a cegueira que envolve a mente humana.

É um trabalho gigantesco e árduo, porque a alma traz em si toda a sabedoria, mas a mente humana, em predominância na 3ª dimensão, não ouve e sequer reconhece a alma como fonte de conhecimento e poder pessoal. Trata-se de uma tarefa de quebrar velhos paradigmas e velhas crenças que impedem a expansão da consciência, requisito indispensável ao processo de ascensão.

Geralmente são seres de frequência “diamante”, ou seja, agregam as características e atributos das frequências índigo e cristal.

Em que pese esta compartimentação funcional, não quer dizer que o Ser que se comprometeu com uma delas não tenha os atributos das outras... Alguns apresentam todas as funções, expressas em um menor grau, tal que não comprometa a realização de sua função primordial. Assim como, um grande número deles portam características e atributos das frequências vibracionais índigo, cristal, arco-íris e diamante, expressas concomitantemente.

Portanto, não deve haver comparações, não há que conceber hierarquias de importância, não há que emitir julgamentos de certo e errado... Somos todos peças igualmente indispensáveis ao funcionamento e ao êxito dessa magnífica engrenagem que é o Plano Divino para a Ascensão Planetária.

Sejamos UM em nossa consciência... e sejamos únicos em nossas expressões e funções, dentro da grande “sopa” do Tudo Que É!

Conceição Vitor


Fonte: 
Blog “Alma Céltica”: http://almaceltica.blogspot.com.br/
Veja mais artigos de Conceição Vitor Aqui

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Jeshua - "Trabalhadores da Luz - Parte 4 (Final): O SEU SER DE LUZ"



Nos capítulos anteriores da Série Trabalhadores da Luz (Capítulos anteriores no final desta mensagem), nós fizemos um relato, mais ou menos cronológico, sobre a história e o desenvolvimento interior das almas dos Trabalhadores da Luz. Essa história pode lhes dar a impressão de que vocês se desenvolvem no tempo, do ponto A para o ponto B, da escuridão para a luz, da ignorância para a sabedoria. E, de uma certa forma, esse é o caso.

Mas, neste último capítulo, nós queremos dirigir a sua atenção para uma perspectiva diferente, uma forma diferente de olhar para si mesmos. Uma perspectiva que os eleve para fora do tempo, para fora de uma história particular, e os faça conhecer sua existência atemporal, ou seja, a sua multidimensionalidade.


Existe uma parte de vocês que é totalmente independente de espaço e tempo. Esta parte é livre para entrar, a qualquer momento, em qualquer dimensão ou área de experiência que ela deseje. Ela é livre para escolher entre escuridão e luz em qualquer momento.


Da sua perspectiva terrena, vocês caminham do ponto A para o ponto B de um modo linear. Por exemplo, vocês atravessam os quatro estágios de desenvolvimento que nós discutimos, passo a passo. No entanto, de uma perspectiva atemporal, multidimensional, o seu eu verdadeiro não está se desenvolvendo no tempo, ele é aquele que está experienciando o desenvolvimento. O seu eu verdadeiro não precisa se desenvolver. Ele admite essa experiência por sua própria livre escolha. Esta escolha é motivada por um conhecimento profundo do enorme valor de se experienciar a dualidade.


Da perspectiva do seu Ser espiritual e atemporal, vocês são livres, a qualquer momento, para experienciar qualquer ponto da linha entre A e B e Z. Vocês podem ativar qualquer realidade de consciência para si mesmos, a qualquer momento, pois a idéia de que vocês estão presos dentro de um certo estágio de desenvolvimento é, em última análise, apenas uma ilusão.


A razão pela qual queremos dirigir a sua atenção para esta perspectiva, é que ela pode ajudá-los a transpor as barreiras internas. Pode ajudá-los a penetrar através daquele véu de ilusão e entrar em contato direto com seu próprio Ser de Luz: a energia do anjo que você verdadeiramente é.


Para que vocês compreendam esta perspectiva como um ponto de vista real, a partir do qual vocês podem olhar para si mesmos, nós precisamos discorrer um pouco sobre a noção de tempo. 

TEMPO

No nível mais elevado da unidade, não existe tempo. Este é o nível do Espírito, Deus, existência pura (vejam o capítulo anterior). Neste nível, não existe nenhum desenvolvimento, nenhum “tornar-se”, mas apenas “ser”. No nível mais baixo da unidade, onde a separação é experimentada mais fortemente, emprega-se uma noção de tempo falsa, linear. Com “falsa” quero dizer uma noção científica, abstrata de tempo, completamente destituída de subjetividade e conteúdo percebido. Neste sentido, o tempo é uma estrutura objetiva fora de vocês. O tempo é algo colocado sobre as suas experiências como uma moldura externa.


Um “curriculum vitae”, por exemplo, que vocês enviam quando estão procurando emprego, geralmente consiste dessa descrição objetiva e linear de fatos. Neste ano eu fiz isto, naquele ano eu me formei em tal escola, etc. Vocês enfatizam o lado externo, visível, das coisas. O lado interno das coisas – a motivação, o significado, a subjetividade – é deixado de fora.


Nos níveis energéticos entre a unidade e a separação, o tempo é uma realidade que “flutua” com as suas experiências. O tempo é uma idéia experimental: uma forma de esculpir a experiência. Nesses níveis, existe tempo, mas ele não é uma coisa independente ou externa às suas experiências.


Por exemplo, nos planos astrais, onde vocês viajam durante o sono e também depois que morrem, não existe “tempo de relógio”. O tempo do relógio é a tentativa máxima de desconectar o tempo da subjetividade, isto é, de vocês e das suas experiências. É uma grande ilusão. Nos planos astrais, o tempo é o ritmo das suas experiências. Às vezes vocês descansam, agora vocês encontram alguém, depois vocês estudam para si mesmos, etc. Quando um estágio termina e um outro começa não é determinado pelo tempo do relógio – algo externo – mas pelo seu fluxo interno de sentimentos, por aquilo que parece natural para vocês.


Este sentido natural do tempo ou ritmo também pode fazer parte da vida na Terra. A subjetividade do tempo, isto é, o fato de que o tempo pode ser experimentado de formas diferentes em várias circunstâncias, é familiar a todos vocês. Vocês dizem que “o tempo voa” quando vocês estão se divertindo, enquanto o tempo parece ficar parado quando estão na sala de espera do dentista, ou numa fila no supermercado.


Agora, o cético dentro de vocês poderá dizer: o tempo é percebido como vagaroso, quando as circunstâncias experimentadas são negativas, enquanto o tempo parece ir mais rápido quando as circunstâncias são positivas. Mas, o tempo em si é sempre o mesmo, tiquetaqueando da mesma forma rígida, independente de como vivenciamos as coisas.


Esta é a noção de tempo de “estrutura objetiva”, também chamada noção linear de tempo. Ela se origina de uma abordagem racionalista, científica do tempo.


Mas, imaginem que não existissem relógios, nem noite e dia, nem quaisquer influências naturais como o sol, a lua e as marés, com as quais se pudesse medir o tempo. Então, vocês só poderiam confiar no seu sentido subjetivo de tempo. Sua medida objetiva de tempo – o relógio – não se baseia realmente em alguma coisa externa; ela é o produto da mente humana que deseja dividir e classificar. A mente humana extraiu certos tipos de coisas do fenômeno natural da Terra. Mas “o tempo em si”, independente do fator humano, não existe. É uma ilusão, que é o produto de um tipo de consciência que está presa na crença da separação.


O tempo é essencialmente subjetivo. O tempo é uma forma de moldar a experiência de tal forma que vocês possam compreendê-la. Por exemplo, às vezes vocês dizem de alguém: “Ele é uma alma velha”. Vocês realmente estão pensando no número de anos ou de vidas dessa pessoa, quando se referem à velhice da sua alma? Ou estão querendo dizer que ela expressa certas qualidades, como sabedoria, equilíbrio, serenidade, mais do que uma certa quantidade de tempo? A referência ao tempo, na expressão “alma velha”, é realmente uma referência à experiência.


O tempo, no sentido completo da palavra, é a “dinâmica do vir a ser” no nível interno. Pode ser um conceito útil, enquanto os ajude a articular o ritmo ou fluxo natural das coisas. Mas, quando concebido como uma coisa objetiva, pairando sobre vocês, ele tende a limitá-los e a distrai-los. Vocês não estão limitados a uma determinada linha de tempo. Vocês não são um ser linear. Existem níveis do seu ser que estão fora da estrutura do tempo que vocês estão vivenciando no presente. É para este aspecto de vocês, isto é, para a sua multidimensionalidade, que nós queremos dirigir a sua atenção agora. 

MULTIDIMENSIONALIDADE

De acordo com a noção linear de tempo, você não pode estar presente em mais de um lugar ao mesmo tempo. Por “você”, o conceito linear quer dizer o seu corpo, seu cérebro e sua consciência, que, de alguma forma, está presa ao seu corpo/cérebro (a ciência ainda não consegue explicar exatamente como o corpo e a consciência estão “amarrados”, mas ela afirma – geralmente – que a consciência não pode existir sem um corpo físico).


De acordo com o conceito “completo”, subjetivo, de tempo, você está presente onde quer que a sua consciência resida. Onde você está, no tempo e no espaço, é determinado pelo foco da sua consciência e não pela localização do seu corpo.



Por exemplo: você está na estação, esperando que o seu trem chegue. Como ainda vai demorar algum tempo, você se senta e fica ali fitando o nada e, sem perceber, você entra num estado ligeiramente alterado de consciência. Você está pensando em alguém com quem você esteve conversando ontem. Você se lembra claramente de toda a conversa e de como você foi afetado por ela. Você revive alguns aspectos da conversa, trazendo-a do seu passado para o seu momento do Agora. O que realmente está acontecendo aqui, é que você está viajando para o passado e visitando as energias daquele momento outra vez. Suas energias do Agora interagem com as energias do Passado, possivelmente criando alterações na sua experiência daquele momento e, assim, alterando o passado.

Por “alterar o passado”, nós não queremos dizer que você altera alguns aspectos físicos, mas que você os cobre com uma interpretação ou perspectiva diferente. Entretanto, ao alterar o conteúdo percebido de um certo acontecimento passado, você está, num certo sentido, alterando o acontecimento para você.


Apenas pense neste exemplo.


Você teve uma conversa com alguém, que ficou muito ofendido por causa de um comentário seu, que realmente não tinha nenhuma intenção de ser uma crítica. Essa pessoa, com quem você estava falando, começou a destratar você e logo foi embora. Você, por sua vez, acabou ficando ofendido, sentindo-se mal compreendido, zangado e chocado ao mesmo tempo. Depois que você chegou em casa, ainda se sentiu aborrecido por algum tempo, mas depois deixou essa questão de lado e teve uma boa noite de sono. No dia seguinte, na estação, você teve que esperar o trem e então, subitamente, lembrou-se daquela conversa esquisita, onde as coisas acabaram mal de uma forma tão surpreendente. Agora você olha para isso de uma perspectiva diferente e, de repente, você percebe porque o homem se sentiu tão ofendido com o seu comentário. Você se lembra de alguns fatos do passado dele, que você tinha simplesmente esquecido antes de ter aquela conversa. Agora você pode ver a reação emocional dele sob uma luz completamente diferente, principalmente como não tendo nada a ver com você. Não era você que estava causando a dor; você apenas trouxe à tona uma antiga ferida de dentro dele. Esta perspectiva ativa uma resposta emocional diferente dentro de você. Você sente um certo alívio interno e, sim... perdão. “Ah, agora eu entendo... pobre sujeito.”


Nesse momento, você está recriando o passado. Você está cobrindo-o com uma interpretação diferente dos fatos, que substitui a sua reação inicial. Para ser claro, isto não significa que a reação inicial não aconteceu, mas que as energias de raiva, choque e desentendimento foram transformadas em compreensão e perdão. Aconteceu uma “alquimia espiritual” através da interação entre o passado e o presente.


Na verdade, os fatos físicos não são tão importantes. É o conteúdo percebido de uma situação, a sua reação energética a ela, que realmente molda a sua vida e a sua realidade. Portanto, podemos dizer corretamente que você pode alterar o seu passado, viajando através do tempo até as energias do passado que ainda precisam de uma resolução.


Enquanto você está na estação, conduzindo a sua viagem através do tempo, existe alguma camada da sua consciência que ainda está presente no seu corpo. Você pode perceber, “no fundo da sua mente”, que suas mãos estão ficando frias ou que algumas crianças estão falando alto atrás de você. A consciência é capaz de se dividir. Ela pode estar em lugares diferentes ao mesmo tempo, o que quer dizer que a consciência pode residir em diferentes realidades energéticas ao mesmo tempo.


Este é o significado da multidimensionalidade. Sua consciência não é limitada ao espaço e ao tempo. Embora vocês tenham um acordo básico, durante seu tempo de vida na Terra, de que alguma parte da sua consciência esteja sempre conectada com seu corpo terreno, isso não quer dizer que ela seja limitada a um ponto específico no tempo. Vocês não são limitados pelo passado nem pelo futuro, pois eles não são fixos. Eles são campos líquidos de experiência. Eles são mutáveis e vocês podem interagir com eles a partir do Agora.


A sua consciência é multidimensional, mesmo quando vocês pensam que estão presos dentro do seu corpo físico. Vocês conhecem a expressão “Ela está presa no passado”? Uma pessoa não pode se desapegar do passado e sua consciência está preenchida por experiências e emoções passadas, tais como arrependimento, remorsos ou simplesmente tristeza. Essa pessoa “não está aqui”. Ela está literalmente no passado. Como no exemplo acima, ela está interagindo com o passado a partir do momento presente, mas não de uma forma liberativa, alquímica. Seu corpo está presente no aqui e agora, mas ela está presa no passado. Para ela, o tempo se mantém parado, enquanto o relógio está tiquetaqueando e medindo as semanas e meses que vão passando. Isto é porque ela não se move experimentalmente. Ela não flui com os processos naturais da vida e da experiência. Este é um exemplo de multidimensionalidade. Mesmo quando vocês se limitam a um foco tão estreito de consciência, vocês estão sendo multidimensionais. Com isso eu quero dizer que multidimensional não é algo que vocês se tornam, mas algo que vocês são. Faz parte da sua natureza, faz parte do seu estado natural de ser. 


A verdadeira questão é: como vocês podem ser multidimensionais de uma forma liberativa e transformadora? Como vocês podem empregar a sua multidimensionalidade de tal modo que possam movimentar-se livremente através das dimensões, sem perderem contato com o seu espírito divino? Sendo multidimensionais a partir de um lugar de sabedoria e consciência: este é o seu destino espiritual. O seu destino é tornarem-se criadores multidimensionais totalmente conscientes


Ser conscientemente multidimensional significa liberar a ilusão do tempo linear, o que também significa liberar a idéia de que vocês são (nada mais do que) os seus corpos.


Ser conscientemente multidimensional é identificar-se com o espírito (Deus) presente dentro de vocês, e que é absolutamente livre para penetrar qualquer reino de experiência (= dimensão) que ele escolher.


Ser conscientemente multidimensional é uma parte essencial da realidade da Nova Terra.


A razão pela qual vocês lutam com o conceito de multidimensionalidade, é que vocês pensam em “estar em dois lugares ao mesmo tempo” de uma forma física. O seu corpo físico não pode estar em dois lugares físicos ao mesmo tempo, no entanto, as dimensões não são lugares físicos, não são “pedaços de matéria”, por assim dizer. As dimensões são reinos de consciência, esferas de consciência que vivem de acordo com certas leis (energéticas).


Sua consciência pode participar de diferentes dimensões ao mesmo tempo. Isto acontece AGORA. Existem realidades do passado, do futuro, dos planos astrais, de vidas passadas, do anjo dentro de vocês, e inclusive outras, que se interceptam e se encontram dentro de vocês, aqui mesmo e neste instante. Vocês SÃO multidimensionais agora. Mas o são de uma forma consciente? Vocês permitem que as dimensões fluam para dentro e para fora de vocês? Vocês aceitam as energias que elas lhes trazem e podem reconhecê-las como sendo suas?


Vocês interagem, o tempo todo, com outras dimensões das quais fazem parte, mas quando fazem isso de uma forma consciente e acolhedora, vocês realmente transformam essas realidades dimensionais. Ao abraçarem energias presas ou reprimidas daquelas dimensões, trazendo-as para a Luz da sua consciência, vocês liberam e integram partes do seu Ser e modificam o seu presente.


Muitos reinos de consciência se encontram dentro de vocês e vocês são essencialmente os Mestres que escolhem vivenciar qualquer um deles. Vocês são livres para viajar através de qualquer um deles, rápido ou devagar, longe ou perto. Enquanto se identificam com o Espírito dentro de si mesmos, vocês se mantêm conscientes de que são livres.


Mas quando vocês ficam presos em pensamentos limitadores, como “isto não é possível”, “isto não é permitido”, “isto não vai dar certo”, etc, vocês submergem na ilusão da separação. Vocês são pegos pela ilusão do tempo linear, a ilusão de que vocês são um corpo, a ilusão de que vocês são separados de Deus. Desta forma, a alma fica temporariamente “presa” a certos reinos de experiência. Ela se esquece das suas verdadeiras origens, da sua divindade e da sua liberdade.


“Ser pego” ou “ficar preso” também é chamado de carma.


“Desprender-se” ou soltar-se geralmente se processa através de uma série de passos ou estágios que vocês chamam de “crescimento interior”. Do ponto de vista humano (linear), vocês estão “liberando o carma” e lentamente transformando a si mesmos segundo os quatro estágios de desenvolvimento interior que descrevemos na série Trabalhadores da Luz. Entretanto, do ponto de vista do Espírito, vocês estão simplesmente saltando de volta para o seu estado natural de percepção divina. Deste ponto de vista, liberar o carma nada mais é do que lembrar-se da sua própria divindade. 

O SEU SER DE LUZ

Muitas dimensões, muitos reinos de consciência se encontram dentro de vocês. E vocês realmente são os mestres, os criadores de todo o campo de dimensões. Vocês são uma estrela com muitos raios, uma consciência de alma com muitas manifestações. Vocês são livres para ativar qualquer realidade que escolham. Se abandonarem a idéia de tempo linear ou cronologia, vocês se permitirão acreditar que o passado ou o futuro não determinam vocês. Então poderão se sentir no centro de um campo vibrante de dimensões, todas emanando de uma fonte divina, atemporal: VOCÊS.

Imaginem-se no centro de todas estas realidades, no centro de todas estas possibilidades e, em seguida, escolham uma que traga a maior Luz para vocês.


Escolham o raio mais brilhante, mais amoroso do campo e, então, por um momento, vão para dentro dele e sintam como é SER esse raio.


Este é o seu Ser de Luz.


Esta é a parte de vocês que mais se parece com Deus.


Tradicionalmente, os seres mais próximos de Deus são chamados arcanjos.


E isso é o que vocês são, nesta dimensão, exatamente agora.


Vocês realmente são arcanjos.


Os arcanjos são seres que estão muito perto da Fonte/Espírito/Deus, mas não são completamente uno com Ele. Estão um passo para fora da consciência absoluta, isto é, dos Seres puros sem diferenciação, identidade ou individualidade.


Os arcanjos têm um tipo de individualidade. Existe singularidade em todos eles. Pode-se dizer que um arcanjo tem certas características. Não se pode dizer isto de Deus ou da Fonte. Deus è Tudo e Nada. Por isto, os arcanjos entraram “no reino da separação”, o reino de Eu versus o Outro. Eles fazem parte da dualidade, embora ligeiramente.


Um arcanjo é um aspecto de Deus que se manifestou como um Ser específico, uma Forma específica. O filósofo grego Platão chamou isto de “uma Idéia”, o que – nos nossos termos – é  uma realidade energética básica ou “arquetípica” que transcende o mundo físico. Nesse sentido, os arcanjos são Idéias platônicas. Existe um arcanjo (Idéia) do Amor, da Verdade, da Bondade, etc., cada um personificando a energia de um aspecto específico de Deus. Os arcanjos não são tanto pessoas, mas campos de energia com uma propriedade característica.


Por que o Espírito ou Deus exteriorizou aspectos de Si mesmo deste modo?


Ele fez isso pela alegria da criatividade. As energias de arcanjo são uma expressão da inesgotável alegria criativa de Deus.


Os arcanjos não estão fora de Deus. Nada está fora de Deus. Deus está em tudo. Deus está presente em todas as energias criadas como o “aspecto Espiritual”. Este aspecto é o que torna UNA todas estas energias. O que separa um ser de outro, o que o faz diferente e único é o “aspecto da alma”. O aspecto da alma inclui a individualidade de um ser.


Todos os seres criados que têm individualidade são verdadeiramente uma união de Espírito e Alma, de consciência (espírito) e experiência (alma).


A criação é uma dança de Espírito e Alma.


Os arcanjos são, por assim dizer, os filhos primogênitos de Deus. Não são os “primeiros” num sentido linear, mas no sentido de estarem muito próximos de Deus. Eles carregam uma profunda consciência interior da sua divindade (o “aspecto Espiritual”). Os humanos percebem os arcanjos como uma Luz brilhante e pura.


Existem diferentes arcanjos. Todos os arcanjos emanam energia como raios de luz de um sol. Emitindo estes raios cada vez mais longe, o arcanjo entra em contato com espaços desconhecidos, com reinos de experiência que são novos para ele. A energia do arcanjo estende-se para fora e, neste movimento espontâneo, criativo, ela desliza através daquilo que é Outro, diferente dela, aquilo que não é Luz, mas Escuridão. Aqui, Escuridão significa simplesmente: mais afastado da Unidade/Espírito – mais voltado para os reinos da individualidade.


Deus ou o Espírito não é nem Escuridão nem Luz. Deus simplesmente É. Os arcanjos são seres de Luz. Ao criar a Luz, Deus também criou a Escuridão. Isto é simplesmente porque os arcanjos estão na dimensão da dualidade, fora da Unidade. Eles têm um sentido de individualidade. A criação do ser de Luz (o anjo) trouxe consigo a criação do ser Escuro, a parte do Ser onde a Luz está ausente. Existe beleza nesta polaridade, já que constitui a dinâmica da criação.


Deus, ser e consciência puros, desejava a experiência, e esta experiência Ele(Ela) obteve através do universo criado, através da Sua presença nos aspectos luminoso e escuro desse universo.


O que os arcanjos iam experimentar, depois de entrarem no reino da dualidade, Deus não sabia. Isto é o que Ele ansiava: não CONHECER tudo, mas experimentar algo novo. Ao darem um passo para fora da Unidade, os arcanjos entraram num espaço vazio, um espaço de potencialidade, um espaço de possibilidades inesgotáveis.


Os arcanjos descobriram que eles podiam criar muitas formas, e viver dentro delas. Toda forma que vocês habitam, como um ser consciente, tem um certo ângulo ou perspectiva inerente a ela, que permite que uma “consciência sem forma” experimente as coisas de maneiras específicas. Todo o processo dos arcanjos aventurando-se em busca de experiências pode ser retratado como uma imensa cascata de luz cintilante. A energia dos arcanjos saiu aos borbotões da Fonte/Deus, como um fluxo massivo de água brilhante, cintilante, indo em todas as direções. Dentro desta enorme corrente de água, pequenas correntes se separaram e foram se dividindo em correntes menores ainda, até chegarem a ser pequenas gotas de luz líquida. Estas gotas podem ser comparadas com unidades individuais de consciência, cada uma com seu próprio conjunto de experiências.


A dança do Espírito e da Alma agora havia verdadeiramente começado!


As unidades individuais de consciência, que nós chamamos almas, seguiram sua viagem. Elas carregavam, no fundo de si mesmas, a energia do Espírito ou da Fonte, bem como a energia do arcanjo da qual originaram. Mas, à medida que viajaram para mais e mais longe, elas vieram a experimentar que era possível esquecer suas origens, esquecer sua divindade e perder-se na escuridão e na ilusão. Esta polaridade de escuridão e luz podia ser melhor experienciada como um ser humano, vivendo na Terra.


Quando descrevemos o processo dos arcanjos emanando da Fonte e finalmente tornando-se um ser humano, parece que estamos contando uma historia linear, cronológica. Mas isto não é assim. A emanação ou cascata de energia de Deus está acontecendo Agora mesmo. Este relato lhes fala sobre as identidades que estão disponíveis para vocês Agora, não sobre quem vocês foram num passado distante. Neste preciso momento, há uma camada de energia pura de arcanjo dentro de vocês, uma camada de Luz pura. Também há camadas de confusão e medo dentro de vocês. Mas vocês podem escolher, a qualquer momento, ser o ser de Luz, o anjo que vocês são. Isto não é algo que vocês precisam desenvolver, é simplesmente uma parte de quem vocês são.


É importante que se dêem conta de que vocês não precisam admirar mestres espirituais, guias ou anjos. Não existe nenhuma autoridade acima de vocês. Vocês mesmos estão entre os “primogênitos’, sentados próximos ao trono de Deus. Vocês mesmos são Deus e anjo.


A forma mais fácil de entrar em contato com seu ser de Luz é conectando-se com a camada de pura consciência, de puro Espírito, dentro de vocês. Vocês fazem isto aquietando-se, nos níveis externo e interno. O silêncio que vocês experimentam então, na verdade está sempre presente em vocês; vocês só têm que se conscientizar dele.


Quando vocês estão conectados com o silêncio – a dimensão da eternidade dentro de vocês – vocês podem sentir o desejo do Espírito por experiência. Foi deste desejo que nasceu o seu ser de Luz. A alma experimenta a maior alegria na interação entre o Espírito e a experiência, a interação entre a divindade e a humanidade. Este é o segredo do universo.


Quando vocês são puramente Espírito, sua realidade é estática. Nada muda. A experiência e o movimento só aparecem quando há um relacionamento com algo fora de vocês/Espírito. Quando  vocês sentem algo diferente de vocês mesmos, há um convite para explorar, sentir, descobrir. Mas para experimentar algo diferente de vocês, vocês precisam sair da Unidade absoluta, fora de Deus/Espírito. Quando vocês fazem isto, passam a ser uma alma individual.


Vocês são uma alma única, um pé no reino do Absoluto, um pé no reino do Relativo (dualidade).


Em suas explorações da relatividade (dualidade), vocês podem se afastar tanto do Lar, que perdem contato com o elemento de Espírito dentro de vocês. Então sua alma se perde na ilusão do medo e da separação.


A maior alegria possível é quando vocês fazem parte no reino da Experiência, enquanto permanecem conectados com o Espírito, com o Lar. A interação equilibrada entre o Espírito e a Alma é a fonte da maior criatividade e Amor.


Deste ponto de vista, vocês todos estão a caminho de encontrar o equilíbrio correto entre a Unidade absoluta e ser uma alma individual. Aqueles entre vocês que são Trabalhadores da Luz estão, no presente, trabalhando em direção a uma maior conscientização da sua Unidade com o Espírito. Eles viajaram dentro da dualidade por muito tempo, e eles – você por exemplo, meu querido leitor – estão prontos para regressar ao Lar. No entanto, não para um Lar estático de Pura Unidade, mas para uma realidade dinâmica, criativa de humanos divinos, multidimensionais, cuja experiência estará cheia de alegria e Luz.


Este é o final da série “Trabalhadores da Luz”. Em todos aqueles que leram isto, há uma intensa saudade do Lar e uma profunda determinação para realizar seus desejos mais profundos. Mantenham seus anseios e desejos vivos, e confiem neles, porque eles os levarão ao Lar.


Com meu mais profundo Amor,


Jeshua



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Parte 3: Aqui

Canal: Pamela Kribbe           
Tradução: Vera Corrêa

sábado, 3 de janeiro de 2015

Jeshua - "Trabalhadores da Luz - Parte 3: A ENCARNAÇÃO DOS TRABALHADORES DA LUZ NA TERRA"



A ENCARNAÇÃO DOS TRABALHADORES DA LUZ NA TERRA

Quando vocês encarnaram na Terra, vocês tinham acabado de começar a transição da consciência baseada no ego para a consciência baseada no coração. Nós resumimos esta transição em quatro passos. Vocês deram o primeiro passo quando se conscientizaram do seu desejo por “algo mais”, algo diferente da luta pelo poder que antes preenchia suas vidas.

Essa luta supriu as suas vidas com propósito e significado por um período considerável de tempo. A fascinação pelo poder levou-os a usar o homem como um marionete em suas batalhas galácticas. Todos os impérios galácticos fizeram parte disto. Mas quando as “energias guerreiras” foram transportadas para a Terra, com o homem como seu campo de ação, vocês voltaram-se mais para a posição de observadores e deixaram de participar diretamente das batalhas. Vocês observavam o que acontecia na Terra. Viram o ser humano desenvolver-se para um estado de ser que vocês tinham alcançado há muito tempo atrás. Vocês tinham se tornado guerreiros sofisticados, com métodos refinados de manipulação psíquica e de operações militares. O homem também chegaria a isso, com seus implantes genéticos nele colocados.

Esses implantes genéticos provocaram um elevado nível de desenvolvimento mental no ser humano. As funções próprias do instinto natural e do sentimento foram mais ou menos suprimidas em favor das funções do pensamento e do raciocínio.

Mencionamos que as influências galácticas provocaram um elevado nível de medo no ser humano  em desenvolvimento. Na realidade, este elemento de medo esteve intimamente ligado à ênfase exagerada no pensar. Numa situação equilibrada, o medo é superado ou posto na perspectiva correta por suas habilidades intuitivas naturais e por sua capacidade de sentir o que é certo ou apropriado fazer. Entretanto, quando a faculdade do pensamento toma a frente, o medo tende a ser reforçado, já que o pensamento se baseia num processo mecânico lógico que não permite a participação da intuição ou do sentimento. Quando a faculdade mental é alimentada por emoções de medo, ela tende a se descontrolar e produzir idéias ilusórias, idéias relacionadas a controlar tudo e todos. Os regimes ditatoriais são um exemplo desta faculdade mental descontrolada.

A resposta ao medo nunca é pensar mais. É pensar menos e confiar no fluxo da vida. É retornar ao estado de graça que é seu direito de nascimento. É liberar ao invés de se agarrar.

Quando o estágio do domínio do ego acabou para as almas dos Trabalhadores da Luz, eles se abriram para um novo modo de ser. Vocês intuitivamente buscaram a energia do coração. Vocês estavam realmente procurando uma espécie de criatividade que transcendesse o mero jogo do poder. Sentiam que a luta pelo poder era destrutiva e que não podia criar nada novo, já que matava e assimilava tudo o que fosse “outro”.

Ao tentarem controlar e dominar a vida, tanto dentro quanto fora de vocês, na verdade vocês tentam fazer com que a realidade seja estática e previsível. Em última análise, o poder é incrivelmente maçante.

Quando vocês se conscientizaram disso, perceberam que seu verdadeiro desejo não era ter poder, mas ser verdadeiramente criativos. Ser verdadeiramente criativo é estar em contato com a sua própria divindade.

Como vocês são seres divinos, com o que quer que vocês façam ou deixem de fazer vocês, estão sempre criando algum tipo de realidade. A criatividade é sua própria natureza. Na fase do ego, vocês exploraram a possibilidade de negar sua verdadeira natureza. Por certo, isto é  um ato criativo, em algum nível, de um modo distorcido. Entretanto, ser verdadeiramente criativo é criar de acordo com a vida, não de acordo com a morte.

Quando vocês chegaram a esta compreensão, a lembrança do “lar” despertou. A vaga lembrança de um estado de pura e ditosa unidade entrou em sua consciência novamente e vocês souberam que, de algum modo, esta era a chave para sua felicidade. Mas vocês se sentiram desamparados e ignorantes, já que não tinham idéia de como chegar a isso. Sabiam que o ego não tinha a resposta, mas ainda não haviam realmente entrado no reino da consciência baseada no coração.

Ao mesmo tempo, surgiu dentro de vocês um sentimento crescente de remorso e culpa pelo que tinham feito aos seres humanos da Terra. Especialmente na Terra, havia esplêndidas oportunidades para que a consciência se expressasse livremente de muitas formas diferentes. A Terra era destinada a ser um unificador de energias diferentes, um crisol no qual energias diferentes e inclusive opostas pudessem alcançar um modo de coexistir em harmonia. O campo energético da Terra foi criado para alojar um conjunto muito heterogêneo de energias.

A diferença entre viver na Terra e viver em outros lugares no “universo” – seja nos níveis físico ou astral – é a enorme variedade de energias presentes na Terra. Além disso, esta variedade não está presente apenas como uma vasta multiplicidade de formas de vida ou espécies – na verdade,  ela está presente dentro de um único ser, o ser humano. O ser humano é capaz de conter um espectro de energias mais amplo do que qualquer outro ser é capaz. Vocês têm dentro de si a energia do assassino e a do santo, a energia da criança, do adulto e do ancião, a energia masculina e a feminina, a energia ativa e a passiva, a racional e a emocional, a energia da água, do ar, do fogo e da terra, etc.. Isto pode parecer banal ou simplesmente natural para vocês, como seres humanos, mas para qualquer outro ser no universo, é uma grande façanha. O simples fato de ser um humano é uma grande façanha, mesmo sem ter feito nada em especial.

Mas a qualidade mais específica do homem é a habilidade de fundir energias que antes pareciam incompatíveis. O homem foi projetado, não só para abrigar todas estas diferentes energias, mas também para ser um mediador, um construtor de pontes entre elas.

A razão de Deus, o Espírito ou Tudo o Que É, ter criado o conceito de ser humano, foi que o universo estava enfermo, num estado de estagnação. Ao explorar a vida “fora da unidade”, a consciência tendia a experimentar diferentes formas de vida, em diferentes planetas e lugares no universo. Quando uma alma tinha experimentado tudo o que havia para experimentar numa determinada forma de vida, ela ia embora – no sentido de não encarnar mais ali – e seguia adiante, para encarnar em outras formas de vida que respondessem às suas necessidades particulares. Não havia necessidade de transformar energia, enquanto se vivia em uma determinada forma de vida. Quando se desejava uma mudança, trocava-se o corpo. Não porque as almas fossem preguiçosas ou frívolas, mas porque a maioria dos corpos – variando em densidade do físico ao astral – ofereciam possibilidades limitadas de experiência e, portanto, oportunidades limitadas para se crescer ou se transformar enquanto se estava no corpo. O corpo não podia sustentar tantas energias diferentes. Por exemplo, se você vivesse num planeta de água, onde encarnasse como um ser aquático, isto lhe capacitaria a experimentar a natureza da água de todos os modos possíveis. A “sensação” de ser líquido, não rígido, fluido, móvel é, na verdade, maravilhosa. Mas quando você quisesse experimentar ser fixo e imóvel, você tinha que deixar esse corpo e ir viver dentro de uma montanha por um tempo. Inclusive, se você vivesse como um ser galáctico em busca de poder, você não poderia realmente mudar a sua consciência dentro daquele corpo.

A conseqüência destas possibilidades limitadas ou especializadas de experiência dentro de um determinado corpo foi que o mundo de formas de vida criadas ficou emperrado. Ele não podia crescer ou expandir-se, e ficou como que preso em estagnação.

O ser humano foi projetado para abarcar uma imensa variedade de energias. Ele não foi feito para se especializar. Na verdade, a divisão entre os sexos trouxe consigo um pouco de especialização, mas as energias masculina e feminina já estavam tão segregadas e desequilibradas naquela época, que foi muito complicado mantê-las em doses iguais dentro de um corpo. Se elas tivessem sido colocadas dentro de um ser, com igual intensidade e nos seus estados desequilibrados, vocês teriam sucumbido.

O poder único do ser humano é o de sustentar uma ampla variedade de energias e levá-las a um estado de equilíbrio criativo (não estático). Na verdade, este poder é igual à habilidade de transformar escuridão em luz, isto é, o poder da alquimia espiritual. Aquilo que leva as energias antes opostas a um estado de harmonia dinâmica é a energia crística, a energia que mantém a unidade a despeito da dualidade. Esta é a mesma energia que transforma a escuridão, aceitando-a e, deste modo, permitindo que o medo se transforme  em alegria. A energia crística é a “terceira energia”, a que une através da aceitação. Sua força alquímica está na sua qualidade de ser totalmente abrangente, totalmente acolhedora e corajosa.

Vocês, como seres humanos, são os únicos seres que têm esta habilidade para a alquimia espiritual. Nem as plantas, nem os animais, nem os anjos, nem os “senhores da escuridão” têm este poder. Todas as almas podem experimentar como é ser luz, como é ser escuridão, como é ser todos os diferentes seres que vivem no universo, mas não podem experimentar como é transformar escuridão em luz, enquanto permanecem em sua forma de vida presente. Elas não podem imaginar como é mudar em níveis internos, de tal forma que se crie uma realidade diferente (física ou espiritual) para si mesmo enquanto se segue adiante.

As almas, que estão encarnadas em outras formas de vida diferentes da humana, também “criam sua realidade” e têm livre-arbítrio, mas têm menos possibilidades de abranger estados de consciência tão diferentes e inclusive opostos, enquanto permanecem no mesmo corpo, na mesma forma (humana). Vocês, como humanos, são construtores de pontes – ou alquimistas espirituais – e isto é o que os torna únicos – a Terra e o ser humano.

Agora voltaremos à nossa história sobre as almas dos Trabalhadores da Luz que se sentiram angustiadas e arrependidas por causa de sua interferência na vida dos seres humanos. Elas perceberam que estava se estabelecendo, sobre a Terra, um jogo totalmente novo, um jogo cheio de promessas, que elas fizeram o máximo para sufocar em seu próprio benefício. E sentiram dor por causa disso. Em algum nível, elas também perceberam que haviam bloqueado seu próprio caminho espiritual para a luz e para a verdadeira alegria, por causa de seus atos de egoísmo. Inclusive, quando elas despertaram do seu sono de ego, viram que a Terra era um lugar lindo, um planeta verde, abundante de vida.

Muitos de vocês, Trabalhadores da Luz, sentem-se conectados com a cultura ou o território da Lemúria, ou Mu, como nós preferimos chamá-lo. Mu é na verdade um “paraíso submerso”. Pertenceu a uma era que não pode realmente ser localizada na sua linha de tempo atual. Pertenceu a uma dimensão ou linha de tempo diferente. A Terra ainda não tinha perdido sua inocência. Naquela dimensão, vocês fizeram parte dos tempos paradisíacos sobre a Terra, como seres angélicos que acalentavam e cuidavam da vida. Como exporemos mais adiante, vocês são seres multidimensionais, habitando diferentes planos de realidade ao mesmo tempo. A idéia de tempo não é tão fixa e linear como vocês pensam. Quando vocês expressaram o seu lado escuro como guerreiros galácticos, vocês também – em outra linha de tempo – expressaram um aspecto luminoso e puro de si mesmos, em Mu, onde prepararam o planeta para a chegada das almas terrestres. Contribuíram para o florescimento do planeta verde e, em algum nível, vocês sabiam disto quando saíram de seu estágio “guerreiro” de consciência. Sabiam que estiveram destruindo aquilo que tinham ajudado a criar.

Quando se deram conta da promessa e da beleza da Terra, sentiram a urgência interior de descer até lá e reparar o que havia sido danificado. Vocês encarnaram em corpos humanos com a intenção de trazer luz e criar valores baseados no coração, em um meio ambiente que estava essencialmente dominado por valores egoístas. Queremos nos estender um pouco nesta questão de  trazer luz, pois há algo aí que freqüentemente lhes causa confusão e mal-entendidos.

Quando vocês, Trabalhadores da Luz, encarnaram na Terra, na realidade começaram um processo de transformação interior, no qual vocês completariam sua transição da consciência baseada no ego para a consciência baseada no coração. Vocês estavam no caminho de liberar completamente a consciência baseada no ego, e a vida na Terra lhes proporcionou a oportunidade de lidar com o que ainda restava da energia baseada no ego dentro de vocês. As energias que vocês desejavam limpar seriam encontradas nos próprios seres que vocês tinham manipulado e em quem agora habitariam: dentro do ser humano, dentro de vocês mesmos.