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sábado, 6 de fevereiro de 2016

Joanna de Ângelis - "Recorra à meditação"



O homem que busca a realização pessoal, inevitavelmente é impelido à interiorização.

Seu pensamento deve manter firmeza no ideal que o fascina, e a fé de que logrará o êxito impulsiona-o a não intimidar-se diante dos impedimentos que o assaltam na execução do programa ao qual se propõe.

A meditação torna-se-lhe o meio eficaz para disciplinar a vontade, exercitando a paciência com que vencerá cada dia as tendências inferiores nas quais se agrilhoa.

Meditar é uma necessidade imperiosa que se impõe antes de qualquer realização.

Com esta atitude acalma-se a emoção e aclara-se o discernimento, harmonizando-se os sentimentos.

Não se torna indispensável que haja uma alienação, em fuga dos compromissos que lhe cumpre atender, face às responsabilidades humanas e sociais. Mas, que reserve alguns espaços mentais e de tempo, a fim de lograr o cometimento.

Começa o teu treinamento, meditando diariamente num pensamento do Cristo, fixando-o pela repetição e aplicando-o na conduta através da ação.

Aumenta, a pouco e pouco, o tempo que lhe dediques, treinando o inquieto corcel mental e aquietando o corpo desacostumado.

Sensações e continuados comichões que surgem, atende-os com calma, a mente ligada à ideia central, até conseguires superá-los.

A meditação deve ser atenta, mas não tensa, rígida.

Concentra-te, assentado comodamente, não, porém, o suficiente para amolentar-te e conduzir-te ao sono.

Envida esforços para vencer os desejos inferiores e as más inclinações.

Escolhe um lugar asseado, agradável, se possível, que se te faça habitual, enriquecendo-lhe a psicosfera com a qualidade superior dos teus anelos.

Reserva-te uma hora calma, em que estejas repousado.

Invade o desconhecido país da tua mente, a princípio reflexionando sem censurar, nem julgar, qual observador equilibrado diante de acontecimentos que não pode evitar.

Respira, calmamente, sentindo o ar que te abençoa a vida.

Procura a companhia de pessoas moralmente sadias e sábias, que te harmonizem.

Dias haverá mais difíceis para o exercício. O treinamento, entretanto, se responsabilizará pelos resultados eficazes.

Não lutes contra os pensamentos. Conquista-os com paciência.

Tão natural se te tornará a realização que, diante de qualquer desafio ou problema, serás conduzido à ideia predominante em ti, portanto, a de tranquilidade, de discernimento.

Gandhi jejuava em paz, por vários dias, sem sofrer distúrbios mentais, porque se habituara à meditação, à qual se entregava nessas oportunidades.

E Jesus, durante os quarenta dias de jejum, manteve-se em ligação como Pai, prenunciando o testemunho no Getsémani, quando entregue, em meditação profunda, na qual orava, deixou-se arrastar pelas mãos da injustiça, para o grande testemunho que viera oferecer à Humanidade.

Joanna de Ângelis

Canal: Divaldo Franco

Fonte: http://divaldofranco.com.br/
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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Joanna de Ângelis - "Silêncio para ouvir Deus"


Em todos os tempos, os emissários de Deus recomendaram o silêncio profundo, a fim de que se possa ouvir-Lhe a voz e senti-lO mais intimamente.

Os ruídos e tumultos desviam o pensamento que se deve fixar no elevado objetivo de comunhão com a Divindade, para poder-se haurir energias vitalizadoras capazes de sustentar o Espírito nos embates inevitáveis do processo de evolução.


Quando se mergulha no mundo íntimo, encontram-se as mensagens sublimes da sabedoria, aquelas que constituem o alimento básico de sustentação da vida e, sem as quais, os objetivos essenciais da existência cedem lugar aos prazeres trêfegos e enganosos.


Os distúrbios externos, produzidos pela balbúrdia, desviam a mente para os tormentos exteriores, que tornam a marcha física insuportável, quando se constata a fragilidade das suas construções emocionais.


Em tentativa de atender a todas as excentricidades do vozerio do mundo, a mente desloca-se da meta essencial e perde o foco que lhe constitui o objetivo fundamental.


Quando o Espírito se encontra atordoado pela balbúrdia, o discernimento faz-se confuso e os componentes mentais e emocionais deslocam-se da atenção que deve ser concedida ao essencial, em benefício das aquisições secundárias, sempre incapazes de acalmar o coração.


Algumas vezes, alcança-se o topo do triunfo, meta muito buscada, a fama ligeira, a posição de destaque no grupo social, o riso bajulador e mentiroso, sob o pesado tributo dos conflitos internos que permanecem vorazes e desconhecidos, sempre em agitação.


Deus necessita do silêncio humano, a fim de fazer-se ouvido por quem deseje manter contato com a Sua Paternidade.


A Sua mensagem sempre tem sido transmitida após a transposição dos abismos externos e dos tumultos das paixões desarvoradas, permanecendo no ar, aguardando ser captada.


No imenso silêncio do monte Sinai, a Sua voz transmitiu a Moisés as regras de ouro do Decálogo, mas não deixou de prosseguir enviando novas instruções para a conquista da harmonia, da plenitude.


Na antiguidade oriental, a Sua palavra fazia-se ouvir através dos sensitivos de vária denominação, conclamando à paz, à vitória sobre os impositivos exteriores predominantes no ser.


Nas furnas e nas cavernas, nas paisagens ermas desvelava-se, oferecendo o conhecimento da verdade que deveria ser assimilado, lentamente, através dos tempos.


Mesmo Jesus, após atender as multidões que se sucediam esfaimadas de pão, de paz, de luz, buscava o refúgio da solidão para, em silêncio, poder ouvi-lO no santuário íntimo.


Robustecido pelas poderosas energias da comunhão com o Pai, volvia ao tumulto e desespero das massas insaciáveis, a fim de diminuir-lhes as dores e a loucura que tomava conta do imenso rebanho.


Simultaneamente, porém, proclamou que o Reino dos Céus encontra-se no coração, no intimo do ser.


Nestes dias agitados, faz-se necessário que se busque o silêncio para renovar-se as paisagens íntimas e ouvi-lO atentamente, pacificando-se.

À semelhança das ondas que permitem a comunicação terrestre, imprescindível que haja conexão para serem captadas. Estão carregadas de mensagens de todo jaez, mas, sem a sintonia apropriada, nada transmitem, parecendo não existir.


Habitua-te ao silêncio que faz muito bem.


Não temas a viagem interior, o encontro contigo mesmo, nas regiões profundas dos arcanos espirituais.


Necessitas ouvir-te para bem te conheceres e traçares os caminhos por onde deverás seguir com segurança e otimismo.


Observarás que és um enigma para ti mesmo, que te encontras oculto sob sucessivas camadas de disfarces que te impedem apresentar a autenticidade.


De essência divina, possuis o conhecimento e és dotado de sabedoria que aguardam o momento de desvelar-se.


Reflexiona, portanto, quanto possas, a fim de libertar-te das algemas que te escravizam à aparência, sem conceder-te o conforto do autoaprimoramento.


A multiplicidade das vozes que gritam em torno de ti, impedem-te a conscientização dos valores que dignificam a existência.


Quando te habitues ao silêncio, sentir-te-ás luarizado pelas claridades sublimes do amor de Deus e ser-te-á muito fácil a travessia pelas estradas perigosas dos relacionamentos humanos.


Compreenderás que a paz defluente da autoconquista, nada consegue abalar.


Com segurança e serenidade agirás em qualquer circunstância, feliz ou tormentosa, sem desespero, com admirável harmonia.


Torna o silêncio uma necessidade terapêutica, abençoando-te a jornada, ao mesmo tempo em que te propicia alegria de viver.


Desfrutarás de contínua alegria, sem galhofas nem vulgaridades, em situação de bem-estar natural.


São Francisco de Assis buscava o acume dos montes e as cavernas para, em silêncio, ouvir Deus.


Mas, não somente ele.


Todos aqueles que aspiram a plenitude atendem aos deveres do mundo e refugiam-se no silêncio para os colóquios com Deus.


A exaustão que te toma o corpo e a mente, o vazio existencial que te visita com frequência, a apatia que te surpreende, a ansiedade que te aturde, são frutos espúrios da turbulência que te atinge.

Busca o silêncio e alcança-o.


Acalma-te e isola-te da multidão, uma e outra vez, e viaja calmamente no rumo do ser que és, e descobrirás tesouros imprevisíveis aguardando-te no interior.


Criado o hábito de incursionar, banhar-te-ás nas claridades refulgentes da palavra de Deus falando-te ao coração.


Não postergues a luminosa experiência, iniciando-a quanto antes.


Joanna de Ângelis

Canal: Divaldo Franco

Fonte: http://divaldofranco.com.br/
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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Joanna de Ângelis - "Conflitos"





Sociável, o ser humano se encontra equipado de instrumentos necessários à comunhão fraternal através dos seus relacionamentos. Todavia, herdeiro da agressividade que nele vigeu nos primórdios da evolução, prossegue com certa prepotência no instinto de conservação da vida, tornando-se, com frequência, hostil e violento. 

Invariavelmente permanece armado em relação ao próximo, duvidando dos valores morais que servem de roteiro a todas as vidas, quando seria ideal encontrar-se aberto à afetividade para tornar-se amado.

 Mesmo sendo gentil, toda vez quando se sente incompreendido, logo pensa que poderá ser exterminado, e, de imediato, dispõe-se a reagir, no processo inconsciente de eliminar aquele que se lhe apresenta como ameaça à sua existência.

 Acreditando-se injustiçado, quando a agressão de que é vítima não procede, por faltarem os elementos que a poderiam justificar, tomba no revide conforme as circunstâncias e os recursos de que dispõe. 

Utiliza-se, então, de acusações indébitas, de calúnias, mediante as quais procura punir o opositor, e crê estar atendendo ao dever da consciência saudável. Nos seus padrões de lucidez, acredita que a sua defesa é uma necessidade, permitindo-se a utilização de recursos procedentes ou não, como vingança ou, na sua visão distorcida, justiça reparadora. 

Em decorrência, o conflito se lhe instala, porque lhe falta segurança íntima em torno dos próprios valores, liberando o medo que escamoteia com habilidade, desse modo compensando-se com as atitudes de agressividade. Em consequência, existem os pequenos e os grandes conflitos, que resultam do volume de pacientes que explodem ante as ocorrências para as quais não têm resistências morais a fim de enfrentá-las com serenidade. 

Noutras circunstâncias, a depender do significado daquilo que considera como ofensa, passa às reações semelhantes que no outro censura, culminando em lutas corporais, crimes hediondos e guerras infelizes... 

A ignorância das Divinas Leis que programam as existências humanas de acordo com as suas próprias ações, responde pela prepotência que facilmente comanda o comportamento social. 

Transferindo-se de uma para outra existência no carreiro das reencarnações, o conflito domina a vida íntima, devorando, não poucas vezes, as aspirações da beleza, do progresso, das realizações dignificadoras da sociedade. 

Todos indivíduos experimentam conflitos, sofrem situações conflitivas que os afligem. Fazem parte do processo evolutivo. 

Desde o momento, porém, que se deem conta do transtorno na área emocional, procure-se enfrentá-lo com naturalidade e, de imediato, começam a diluir-se os fatores causais, vencendo-se a injunção momentânea. 

Para que assim possam proceder, faz-se necessário ver o conflito com amor, entendê-lo na sua gênese, treinando paciência e confiança em Deus. 

Jesus asseverou com propriedade: - No mundo somente tereis aflições; mas tendo bom ânimo, eu venci o mundo.

 Portadora de profundo sentido é a Sua assertiva, por ensejar a reflexão de que a Terra é uma escola de aprendizagem transitória e a luta que se trava tem como objetivo a vitória sobre todas as paixões vis. 

A maioria das criaturas humanas, no entanto, desde a infância é educada equivocadamente para vencer no mundo, isto é: triunfar no palco das apresentações competitivas, tornar-se destaque, fruir prazeres inexauríveis, desfrutar de todos os gozos. A imortalidade não encontra campo para desenvolver-se e a questão da vida após a morte é deixada à margem, como se a ocorrência pudesse ser evitada ou não existisse... 

Quando algo não concorre para esse imediato desiderato, permite-se o conflito que se lhe assenhoreia e produz-lhe sofrimento. 
Caso opte pelo trabalho de autorrealização, o que equivale a dizer: incessante labor para enfrentar as ocorrências menos agradáveis com certo grau de misericórdia, superar o egoísmo e considerar que as alegrias transitórias são necessárias, mas não as únicas manifestações que proporcionam plenitude, e estará vencendo o mundo.

 Jesus experimentou a hostilidade gratuita e contínua de todos aqueles que se Lhe opunham, a perseguição sistemática, a zombaria e o desagrado, mas não se deixou afetar pela belicosidade dos Seus adversários, e por essa razão superou-os.

 Levado ao sacrifício, manteve-se sereno e permitiu-se o holocausto, vencendo a hediondez dos conflitos coletivos que geraram os ódios e a violência contra Ele através da misericórdia e da compaixão.

 Fez-se exemplo para todos que vieram depois e permanece como lição viva do não conflito. 

Ante os conflitos que te aturdem e afligem, trabalha o ego e desenvolve o sentimento de amor, mantendo serenidade em todas as situações em que te encontres e perceberás que para vencer no mundo não faltam os contributos da traição, da violência e do desrespeito às leis. No entanto, para vencer o mundo e os seus conflitos, a presença de Jesus na mente e na emoção bastará para equacionar os desafios. 


Joanna de Ângelis 

Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na reunião mediúnica de 15 de abril de 2015, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia. Fonte: Divaldo Franco / http://divaldofranco.com.br/