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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Porque ainda há escuridão em nosso interior? – Thiago Strapasson




A escuridão, o medo, não existem por si sós, pois são apenas a representação da ausência de algo. E a ausência não existe por si só, pois basta que haja luz que ela se dissipa. 

Por isso a treva não é algo palpável, existente, não é algo que se lute contra, pois é apenas uma ausência, algo que não existe, um vácuo de luz. 

Compreender nossas dificuldades interiores é falar sobre aquele ponto que ainda não compreendemos, não completamos e não iluminamos. É falar sobre a carência, sobre a ausência e sobre aquilo que não é e que, portanto, não pode ser destruído. Pois como se destrói algo que não existe? 

Aquele que luta contra sua escuridão está apenas buscando maneiras de apaziguar sua própria dor. Mas não percebe que as trevas são apenas um reflexo daquilo que não somos e que está apagado em nossa existência. 

Lutar contra a dor, a angústia, a ansiedade, o desamor, contra as trevas, significa apenas criar mais espaço ausente de luz. A treva precisa apenas ser iluminada e nada mais. Porque ela não existe por si só, e sim é apenas algo que negamos e deixamos de iluminar. 

É por isso que os Mestres de Luz não falaram de trevas, mas sim de iluminação. Eles iluminaram aquilo que estava apagado. E somente iluminamos o caminho quando falamos de luz, pois falar de trevas é falar sobre aquilo que não existe e está ausente. 

As trevas estão em nosso interior porque há pontos que não fomos capazes de iluminar, de banhar com nossa própria luz. São dons amortecidos que ficaram apagados em nosso interior e que nos conduzem à ira, à ganância, à soberba, à inveja e a tantos outros vícios que mostram apenas aquilo que precisa ser iluminado. 

É por isso que não adianta lutar contra nossos sentimentos, contra aquilo que somos. Se sentimos cólera, raiva, ódio, não somos capazes de lutar contra isso, pois significa apenas que tocamos um ponto de ausência de luz. Algo nos conduziu a um medo, a uma dor, a uma ausência daquilo que somos. E assim nos tornamos esse algo que não representamos. 

E é por isso também que não conseguimos modificar nossos comportamentos inferiores com facilidade, que sempre manifestamos os mesmos vícios ainda que haja um desejo sincero de modificação. É apenas algo que precisa ser iluminado, uma contradição. 

Mas então como iluminamos as trevas? Pois se somos amorosos e não raivosos porque repetimos esse padrão de cólera, de mesquinharia, de ganância, etc? Simplesmente porque tocamos nossas trevas interiores e não nos silenciamos a permitir a compreensão de nossas dores. 

É no silêncio, na compreensão de nossas dores, que buscamos a origem de nossas trevas. Não é lutando contra um sentimento, não é o negando. Mas sim o deixando aflorar, brilhar, que encontraremos a luz a iluminar nossas dores, a apagar nossas trevas. E assim nos faremos luz e a tudo a nosso redor. 

Thiago Strapasson – 31/12/2017 

Fonte: coracaoavatar.blog.br 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

A TEORIA IMPERFEITA DE QUE AS EMOÇÕES NEGATIVAS ESGOTAM-SE AO SEREM EXPRESSAS




Há um ensinamento comum referente às emoções que é muito disseminado em nosso mundo atual.

Eis aqui: Quando liberamos nossas emoções, elas se esgotam. Portanto, a ideia é que quando estamos zangados e liberamos a nossa raiva, por expressá-la, ela se esgota. Quando estamos frustrados e damos vazão à nossa fúria ou frustração, então a sensação de frustração se esgota. Quando odeio alguém e expresso o meu ódio em palavras, ele se esgota por si mesmo. Essa é a ideia, contudo, é uma falsa ideia.

As emoções não se esgotam quando as deixamos sair, por expressá-las. O medo, a raiva, a inveja, a frustração, o ódio, que estão em nosso interior, jamais desaparecerão por expressá-los. Pelo contrário. Quando vocês expressam os seus medos, preocupações e frustrações, eles crescem. Por quê?

Lembrem-se, vivemos em um mundo de energias e forças. As emoções são forças. Quando expressamos nossas emoções, liberamos forças. Conforme disse Albert Einstein: “A energia não pode ser criada ou destruída, pode apenas ser alterada de uma forma para outra”.

Assim, quando sentimos raiva e a liberamos por expressá-la, a força da raiva ainda é raiva. Quando sentimos frustração e a expressamos, a força da frustração ainda tem a mesma frequência. Não diminui por meio da expressão ou desaparece no ar. Por quê? Porque a energia não pode ser destruída.

Então, tudo o que vocês fazem quando expressam a sua raiva, o seu medo, a sua inveja é poluir o seu próprio campo de força, a sua aura, em que, então, vocês têm que viver. É por isso que expressar raiva, ódio etc. apenas pioram as coisas. Vocês estão poluindo o seu ambiente autocriado e produzem um campo de força ao seu redor que literalmente se torna uma prisão.

Portanto, se quisermos estar livres do medo, raiva, ódio, inveja, fúria, frustração e de todas as muitas emoções negativas que sentimos, temos que transmutá-las, não expressá-las em seu estado negativo. A energia não pode ser destruída, no entanto, pode ser transmutada. E assim, a conclusão é que a saída da nossa miséria emocional NÃO é a expressão descontrolada de nossas emoções negativas, mas a sua transmutação controlada.

Transmutar a energia emocional negativa significa reciclar a energia, ao oferecer-lhe uma nova direção. Por exemplo, quando vocês sentem raiva, a ideia é empregar a força destrutiva da raiva na canalização de algo construtivo, que lhes proporcione alegria. Dessa maneira, a força da raiva é realmente transmutada em alegria. Quando vocês transmutam a raiva em alegria, a raiva desaparece. Vocês ficam livres.

Todavia, se expressarem a sua raiva, a força da raiva ainda é a mesma. Ainda é raiva, e vocês não estão livres, porque a força da raiva ainda estará presente em sua aura. A sua aura é o seu ambiente autocriado, que vocês produzem a cada pensamento, a cada emoção que expressam, a cada desejo que carregam em seu interior, a cada palavra que proferem e a cada ação que realizam.

Todos nós vivemos, respiramos e existimos em nossa atmosfera autocriada. É nossa responsabilidade manter a nossa casa limpa – não apenas para o nosso bem estar e a nossa saúde, mas para a paz na Terra. Assim, quando estiverem com raiva, por exemplo, retirem a força da raiva e canalizem-na para um projeto criativo que lhes proporcione alegria. Vão pintar algo ou dancem – e esse é o ponto importante – pintem ou dancem com ALEGRIA!

Não soltem a sua raiva ao pintar um quadro raivoso. Transmutem a raiva ao pintar um quadro alegre. Não liberem a raiva dançando com uma música sombria. Transmutem a raiva, ao dançar com uma música edificante, angelical! Dessa forma é que vocês sublimam a energia. As emoções são correntes de energia que precisam ser expressas e NÃO devem ser inibidas, contudo, elas precisam ser expressas de uma forma saudável.

Portanto, SIM, nossas emoções negativas precisam sair do sistema, elas têm que vir à tona, tem que haver alguma saída para as nossas emoções, no entanto, a forma saudável de expressar emoções negativas é, primeiro transmutá-las em uma frequência mais elevada e, em seguida, expressar essa frequência superior.

Todos nós temos emoções negativas de vez em quando, no entanto, pensem nisso: Alguma vez já se satisfez ao liberá-las? Suas emoções negativas alguma vez foram embora por vocês expressá-las? Expressar suas emoções negativas já lhes trouxe paz e amor em seus relacionamentos e em sua vida interior? Se forem honestos consigo mesmos, a resposta é: não.

Expressar nossas emoções negativas não as faz ir embora. A única forma de fazer com que as nossas emoções negativas vão embora é transmutá-las em amor e alegria. Experimentem isso durante os próximos sete dias. Seu coração vai vibrar de alegria, porque vocês finalmente conhecerão o segredo do domínio e controle emocional.

OBSERVEM: O tema das emoções é um tópico enorme e complexo. Este breve artigo aqui apenas demonstra uma das muitas maneiras de se lidar com as nossas emoções. Não reflete o quadro completo.

(Se desejarem aprender mais, informem-se no site abaixo*).



Tradução: Ivete Brito – www.adavai@me.com – adavai.wordpress.com