Sentimentos
de tristeza, choque, entorpecimento, baixa energia e raiva, são sintomas de
stress pós-traumático. Assim são os comportamentos de dependência, tais como o
consumo excessivo de álcool e de alimentação, tentativas de bloquear a dor do
stress pós-traumático,
Estudos
mostram que os nossos corpos não conseguem distinguir entre o stress que nos
acontece de modo pessoal e o stress que acontece a outra pessoa.Os
sistemas empáticos de nossos corpos derramam hormônios de stress em nossos
sistemas sempre que lemos, vemos ou ouvimos sobre uma situação traumática. Isto
é chamado de Transtorno do Stress Pós Traumático.
Eu
vivenciei muitos traumas durante os meus 57 anos, incluindo terremotos, motins
e traumas pessoais. Aconselhei aqueles que sofriam de transtorno do stress
pós-traumático, e escrevi sobre a minha pesquisa em meu livro sobre a
recuperação da Síndrome do Stress Pós Traumático.
Aqui
estão 4 métodos para a cura do stress pós traumático:
1
– Movimente o seu corpo para dispersar os produtos químicos do stress. Quando
ocorre um trauma, nossa primeira reação é a de congelar como um cervo nos
faróis. Prendemos a nossa respiração e nossos músculos ficam tensos. Nossos
cérebros, enquanto isto estão sendo inundados pelos hormônios do stress, como a
adrenalina, o cortisol e a histamina. É vitalmente importante movimentar o
corpo para dispersar estes produtos químicos para que o trauma não se congele
na memória muscular. Para se recuperar da ansiedade e do medo relacionados ao
trauma, um alongamento suave ou a ioga podem ajudá-lo a liberar e a recuperar
um sentimento de paz interior e sentimentos de segurança e de proteção.
2
– Fique longe das reportagens. É fácil cair na armadilha, lendo ou assistindo
obsessivamente as notícias, para tentar dar sentido à tragédia. Há também uma
crença de que as notícias lhe dão mais controle, segurança e conhecimento do
que esperar em seguida. Entretanto, os estudos mostram que as notícias
traumáticas inundam o corpo e o cérebro com a mesma quantidade de hormônios de
stress, como se o trauma tivesse ocorrido a você, pessoalmente. Isto pode levar
à Síndrome do Stress Pós-Traumático e aos sintomas do mesmo (ansiedade,
preocupações com a segurança, sentir-se inseguro e desprotegido, vícios, etc.)
Limite a sua exposição às notícias. Caso se sinta ansioso ao ouvir as notícias,
certifique-se de se envolver em exercícios para dispersar os produtos químicos
do stress.
3
– Ouça música suave. A meditação com música suave reduz a pressão arterial e a
frequência cardíaca e nos acalma como uma canção de ninar. Você pode buscar
gêneros musicais como “Música de Spa”, “música de ioga”, para que encontre uma
música de fundo calmante. Recomendo tocar música suave em casa, no trabalho e
no carro.
4
– Espiritualidade. Quando ocorre a tragédia, isto pode testar a sua fé. Os
estudos mostram que aqueles que têm crenças espirituais ou religiosas têm
reações mais saudáveis aos eventos traumáticos. Acreditar no poder protetor de
Deus, e/ou “que tudo acontece por uma razão” ajuda-o a se sentir tranqüilo.
Você mantém uma sensação de segurança, em vez de acreditar que o mundo é
perigoso. Orar e meditar são formas eficazes para a cura do stress e da
ansiedade.
Tendo
vivido muitas tragédias e também ao estudar a história, parece que o trauma é
parte da vida terrena. Livros de história, incluindo a Bíblia, mostram que o
nosso mundo tem sofrido violência e mudanças terrestres indescritíveis.
Uma coisa eu sei: nossas almas têm uma bússola interior que aponta para a paz e
a saúde. Estamos programados para sermos indivíduos pacíficos e felizes. E
quando os nossos corações são afetados pela tragédia, temos também a
oportunidade de abrirmos nossos corações para novos níveis de compaixão.
Podemos
optar por deixar que a tragédia nos deprima, ou podemos decidir sermos mais
fortes. Podemos permitir que os eventos traumáticos nos transformem em pessoas
insensíveis, irritadas ou vingativas. Ou podemos encontrar um significado e
propósito em ajudar os outros na cura e na evolução.
Autor: Doreen
Virtue
Fonte: www.AngelTherapy.com.
Tradução:
Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br
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